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Transtorno de Compulsão Alimentar

O que é o Transtorno de Compulsão Alimentar?

O Transtorno de Compulsão Alimentar, segundo o Manual Estatístico e Diagnóstico de Transtorno Mental-DSM 5, é definido por: Episódios recorrentes de compulsão alimentar, em média 1 x semana, durante 3 meses, sendo esses caracterizados pela ingestão de uma quantidade definitivamente maior que a maioria das pessoas consumiria no mesmo intervalo de tempo, acompanhada pela sensação de falta de controle sobre o episódio. Embora nem toda pessoa obesa tenha compulsão alimentar, podendo estar ligada a fatores genéticos e estilo de vida, a forma de obesidade impulsionada por desejo excessivo a alimentos mediadas pelo circuito de RECOMPENSA (CENTRO DO PRAZER) podem ser consideradas TRANSTORNO IMPULSIVO-COMPULSIVO, semelhante à dependência química.


    De forma simplificada, a neurobiologia do transtorno alimentar seria alterações entre os Circuitos Neuronais dos sistemas: Impulsivo-compulsivo, Centro do Prazer e Centro do Apetite. O centro do apetite está situado no hipotálamo, utilizando um conjunto COMPLEXO de circuitos e reguladores. Esse sistema trabalha de forma equilibrada entre VIA ESTIMULADORA e VIA SUPRESSORA DO APETITE, cujas ações são mediadas peptídeos reguladores, que suprimem o apetite. E dessa forma, alteração do apetite ou estímulos emocionais levariam a IMPULSIVIDADE, recompensa INTENSIFICADA do alimento, quantidade CRESCENTES de alimento para manter a saciedade (ADIÇÃO), incapacidade de parar (COMPULSIVIDADE), muito tempo gasto no ato de comer(HÁBITO), SOFRIMENTO quando faz dieta, comer em quantidade excessiva SEM estar com fome, a ponto de passar MAL, e continuar comendo excessivamente mesmo sabendo de suas CONSEQUÊNCIAS físicas e psicológicas adversas. Muitas MEDICAÇÕES causam aumento do apetite por atuar nestas vias podendo aumentar o risco a compulsão alimentar, assim como medicações utilizadas para o emagrecimento de forma direta ou indireta atuam nestes sistemas. O tratamento da obesidade deve ser ABRANGENTE, levando em consideração as CAUSAS biológicas, psicológicas, os padrões motivacionais e comportamentais, assim como consequências físicas.


Dra. Valéria Zambon
Psiquiatra
CRM 19292/RQE 20863